quinta-feira, 2 de junho de 2011

Diários de uma anoréctica parte 2

Toda a família olha espantada para Tânia, mas D. Rita não tem outra opção e vai à cozinha buscar um pouco de sopa e salada.
 -Menos –pediu Tânia olhando para o prato agora cheio de sopa e salada e diz baixinho:
 - Scrapsy, vem cá!
A cadela obediente da raça chiuaua, branca, pequena e muito comilona, corre para junto da dona com o sininho da coleira de ouro puro com a morada e o nome encrostado a tilintar sobre o seu vestidinho rosa rendado e saltou para o seu colo, lambeu o queixo de Tânia, que lhe chegou o prato.
 Scrapsy fez cara torta por causa do vinagre que estava na salada e do sal em demasia na sopa, mas continuou a comer, parando de vez em quando para beber água do copo que Tânia lhe chegava quando ele levantava a cabeça do prato.
 Satisfeita, vai para o sofá, mas não sem antes ir ao lixo da cozinha buscar ossos e o seu cobertor. Tânia também se levantou com o estômago a roncar, mas ela não ligou e foi direita ao ginásio privado do pai. Subiu para a bicicleta fixa e pedalou até ás três da manhã sem que ninguém o soube-se. Estafada, arrastou-se até á casa de banho e abriu o chuveiro, secou-se e deitou-se na sua cama depois de se ter servido da parede para subir as escadas. 
  

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